Ictus: O Prisioneiro Sem Nome – Marcelo Marçal

Uma trama que tem como pano de fundo um cenário pós-pandêmico que mostra os desdobramentos de uma pandemia a longo prazo. A trama instiga o leitor através de um enredo intrigante que apresenta mistérios que desencadeiam uma rebelião a fim de libertar a sociedade da opressão imposta por uma empresa que só visa lucros.


A pandemia virou endemia e o tão falado “novo normal” acabou por se tornar realidade.”

Nome: Ictus: O Prisioneiro Sem Nome
Autor: Marcelo Marçal
Páginas: 255
Editora: Labrador


Sinopse: O ano é 2027 e o mundo sofre com os desdobramentos da Pandemia. Nesse contexto, surge a Safelife que com seu dispositivo “Hope”, um aparelho que consegue detectar o vírus através do sangue, acaba por comandar todo o mundo.

Tudo caminha da melhor forma possível, até o advogado Márcio ser contatado por um homem chamado Ulrich para defender um criminoso… Tudo estaria certo se Ulrich não tivesse uma relação no mínino suspeita com a tal Safelife.


Ictus: O Prisioneiro Sem Nome” é aquele tipo de livro que consegue em poucas páginas instigar o leitor apenas por apresentar um mistério intrigante que se desenvolve e se desenrola de forma impassível ao longo da narrativa, evidenciando aquela vontade avassaladora de descobrir e entender tudo que está ocorrendo ao longo da trama.

Aqui, temos como pano de fundo a questão da pós-pandemia e os efeitos que ela pode causar quando se pensa no longo prazo. A obra então, destaca todas as mudanças mundiais que passaram a ocorrer pelo mundo afora, apresentando os interessantes de ganhos de uma empresa privada que viu no desespero populacional a chance lucrar.

E embora a questão da transformação social e econômica ocasionada pela pandemia e que passa a assolar a população mundial seja muito mais um pano de fundo da narrativa, essa é uma abordagem que se encontra presente ao longo de toda a trama, sendo de grande importância para que o leitor compreenda os mistérios que cercam a narrativa e o Plot principal do enredo.

Cenário pós-pandemia

E falar de pandemia na nossa situação atual é de grande importância, tanto para a população, quanto para nós mesmos. Porque querendo ou não, é fato de que a própria pandemia que assola o nosso mundo real, mudou de forma significativa todas as perspectivas que poderíamos ter para o futuro. E resta a população, apenas ter fé o suficiente para suportar e aguardar os efeitos que o pandemia acarreta a longo prazo.

Ictus: O Prisioneiro Sem Nome” se passa no ano de 2027 e embora o autor, Marcelo Marçal, opte por não dar nome a pandemia que assola o mundo de sua ficção, é possível para o leitor associá-la ao “Covid-19”, visto que existem breves referências ao “Coronavírus” ao longo de toda a trama, mesmo que estas sejam abordagens mais implícitas.

Perceber os olhares tristes das pessoas escondendo parte do rosto por trás de máscaras há tanto tempo abandonadas machucava. Era um caminhar triste e silencioso pelas ruas. Evitavam falar no assunto. As lojas e os restaurantes criavam barreiras de distanciamento, o mundo voltava a se isolar. Todos passaram a se recolher em suas casas com medo, como haviam feito no passado.”

Aqui, o mundo se recupera da grande pandemia e com isso testes que mostram na hora se uma pessoa está ou não infectada são frequentes na história, bem como um dispositivo chamado “Hope” que é aplicado sob a pele da população e consegue saber exatamente o que ocorre dentro do corpo humano, sabendo se a pessoa está ou não infectada.

É através desse cenário que surge inúmeras suspeitas de que a empresa responsável por criar o Hope está espionando a população e mantendo pessoas em cárcere privado. O motivo? Logo conto!

Instigante e misterioso

E é assim que a trama de “Ictus: O Prisioneiro Sem Nome” toma um caminho bastante intrigante, instigante e misterioso.

É através do cenário pós-pandêmico que o leitor se vê imerso em uma trama que aponta uma empresa privada como sendo a responsável por espionar os cidadãos e vender seus dados, bem como sendo a principal suspeita de atuar junto aos militares para prender indivíduos imunes ao vírus e que apresentam uma mínima “chance de cura” para a doença que assola a humanidade.

Quantas pessoas torturadas já não desejaram morrer? E quantas não se mataram?”

Afinal, se houver uma cura e o vírus for erradicado, a empresa não se mantém e sua falência pode ser decretada, visto que seu produto não será mais necessário. É devido ao medo do que o futuro reserva, que os imunes são presos e torturados em juntas militares, sendo comumente usados como cobaias em experimentos científicos.

É assim que o leitor, ao querer saber o porque de tudo isso, como todas essas coisas acontecem e se tudo dará certo no final, se vê imerso em uma teia de mentiras e segredos que se mostra cada vez mais intricada. E é mediante a toda essas descobertas que o protagonista, Márcio, decide quebrar o sistema corrupto que tem mandado e desmandado no mundo.

A Quebra de um Sistema Corrupto

E são os segredos e mistérios guardados a sete chaves por uma empresa mais que corrupta que leva o protagonista a não apenas procurar por respostas condizentes, como também a se unir a pessoas poderosas que detêm a informação. Dessa forma, uma rebelião é formada com o intuito de derrubar aSafelife”, empresa criadora do Hope, e acabar com anos de opressão e lucro.

Alguns mencionavam a crueldade da cadeira elétrica, acreditando que a injeção era uma forma mais humanizada de executar alguém, como se isso existisse.”

Em “Ictus: O Prisioneiro Sem Nome” essa rebelião é muito bem articulada através dos moldes tecnológicos disponíveis na nossa contemporaneidade.

Ou seja, vemos toda a quebra de uma empresa acusada de corrupção ocorrer devido a denúncias feitas através da veiculação de notícias na mídia e também devido a próprias falhas sistemáticas que fazem com que o “Hope” possa ser facilmente hackeado por aqueles que manjam de sistemas.

É interessante perceber como informações veiculadas do jeito certo consegue quebrar todo um sistema opressor, fazendo com que pistas se voltem contra seus próprios veiculadores e expondo a grande mentira da qual e feita a poderosa “Safelife” evidenciando a corrupção que a cerca e que consegue de forma injusta comprar tudo e todos.

Uma Guerra Silenciosa e o desfecho

E é assim que uma guerra silenciosa se inicia em “Ictus: O Prisioneiro Sem Nome”. Através de uma retaliação que quando é finalmente perpetrada corrobora para que uma guerra se inicie. Uma batalha entre gigantes e formigas. Afinal, é meramente o que a população parece ser para a “Safelife”; apenas formigas medíocres que possuem poder de compra.

Se você prioriza a medicina, será um médico militar e, se prioriza a vida militar, será um militar médico. Um deles evoluí aqui dentro, o outro não.”

Mas toda tecnologia detêm seus pontos fracos e é assim que a própria “Safelife” se destrói, não apenas sendo manipulada por seus próprios apetrechos tecnológicos chamados “Hope”, como também pelas pessoas que uma vez juntas, conseguem tirar qualquer coisa de seu caminho.

O desfecho da trama é bastante esperançoso na minha opinião e expõe uma mensagem verdadeiramente bela ao leitor, mostrando que mesmo em tempos difíceis é possível ter fé de que as coisas vão melhorar. Que nada ruim ocorre para sempre e que se acreditarmos, um milagre pode ser a verdadeira cura para todos nós.

Ictus: O Prisioneiro Sem Nome” é um livro que trata não apenas sobre os efeitos a longo prazo de uma pandemia mundial, mas que também apresenta ao leitor uma trama envolta de mistérios que se desenrolam ao longo das páginas, apresentando um enredo complexo, bem descrito e bem construído.


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