Prometo ser Cruel – Larissa Oliveira

Intercalado nas vozes de múltiplos personagens, a história confunde o leitor por não ser previsível. Uma trama aparentemente simples, mas que ao ser executada de forma excêntrica, faz com que a leitura sobre um Serial Killer se torne um mistério curioso de acompanhar e de tentar desvendar.


Aviso: A resenha abaixo contem Spoilers!

E-book recebido em parceria com a editora Serpentine.

“Amar alguém prejudica nossa visão sobre como a pessoa realmente é.”

Nome: Prometo Ser Cruel
Autor: Larissa Oliveira
Editora: Serpentine
Páginas: 196


Sinopse: Quando alguns assassinatos misteriosos cometidos com requintes de crueldade começam a assolar a cidade de São Paulo, a delegada Camila tem certeza de apenas uma coisa: Precisa prender o Serial Killer. Mas, e se ela encontrasse o culpado mais cedo do que imaginava e não tivesse prova alguma para acusá-lo? Como prosseguir?


Prometo ser cruel” é aquele tipo de Thriler que quando você acha que sabe tudo, descobre que não sabe absolutamente nada. Isso, porque Larissa Oliveira conduz de forma exemplar uma trama repleta de reviravoltas e Plot-Twists capazes de deixar o leitor atônito, sem entender como não foi capaz de perceber todas as pistas antes. Uma história que envolve e conquista através do poder de sedução das palavras que por serem bem colocadas, confundem e conduzem o leitor para qualquer lugar, menos para o plot verdadeiro.

Através de uma narrativa em primeira pessoa relatada através do olhar de vários personagens que compõem o enredo, a trama confunde ao omitir certas informações para que o leitor possa ter uma experiência de leitura única. A autora conduz muito bem todos os personagens por meio de um enredo suficientemente intricado que chega a se assemelhar a uma teia de aranha que conduz a narrativa à vários pontos que se conectam ao longo da história.

“Sempre havia me perguntado se assassinos nascem assim ou o mundo os transforma em monstros, hoje acredito que as duas hipóteses são possíveis.”

Um livro que consegue com pouco mais de 100 páginas confundir o leitor, não por ser uma obra confusa, mas devido ao fato da autora querer causar aquele sentimento de confusão durante todo o enredo proposto. Particularmente, achei essa concepção sensacional.

Mulheres no poder

E o que dizer das duas protagonistas dessa história?

De um lado temos a toda poderosa Elisa. Dona de um egoísmo absurdo, uma arrogância enigmática e uma beleza que seduz e engana todos ao seu redor. Ela é aquele tipo de personagem que você sabe que é a vilã, mas que você acaba se afeiçoando, seja pela frieza de determinadas atitudes ou mesmo por ser uma mulher única que possui seus próprios ideais, mas que se perde ao longo do caminho.

Por outro lado, temos a heroína da história, Camila. A delegada que quer acima de qualquer coisa pegar o culpado pelos homicídios recentes que vem ocorrendo. Leal e trabalhadora, ela não recua frente as adversidades e faz de tudo para proteger os seus e fazer aquilo que é certo e que condiz com a suas próprias verdades e convicções.

“Loucura ou não, eu preciso sentir que tenho o poder de decisão sobre quem eu acho que mereça viver.”

Duas mulheres com força de pensamento e convicções diferentes. Guiadas por suas percepções e sensos de justiça. O que aconteceria se ambas se encontrassem em um embate de força, inteligência e perspicácia?

Dualidade de sentimentos emocionais

Uma discussão pertinente que é relevante de apontar é o fato de como Elisa acaba perdendo seus propósitos ao longo da vida.

Na história temos uma personagem já desenvolvida, que sabe exatamente o que quer e o que está fazendo, mas ela mesma assume que na realidade seus propósitos se iniciaram de uma outra forma e no decorrer dos anos seus objetivos tomaram um outro rumo, deixando de ser por uma questão de justiça para ser meramente uma forma de satisfazer seu ego e vontades.

“É difícil saber quando as coisas realmente acabaram se você não quer que elas terminem.”

Elisa tem uma grande dualidade dentro de si. Boa e ruim que aparecem e se intensificam durante a trama, principalmente com a gama de acontecimentos que decorrem do meio para o final do livro. Fatos que deixa uma interrogação na cabeça dos leitores e algumas pontas soltas para uma continuação que inclusive, foi confirmada pela própria autora.

O jogo de Nomes

Por fim, devo admitir que fui totalmente enganada por Larissa Oliveira. A autora mesclou nomes de personagens, ocultou alguns outros e convencionalmente apresentou pequenos conflitos durante o enredo que pudessem causar uma dupla interpretação ao leitor.

“Antes, tentei fazer medicina, mas logo percebi que não estou nesse mundo para salvar vidas e sim para tirá-las.”

O fato é que a teia de aranha criada entre os próprios personagens é tão bem articulada que faz o próprio leitor agir como um detetive em busca de respostas para entender o que ocorre e quem são os verdadeiros culpados da trama. Devo admitir que o recurso usado pela autora funcionou perfeitamente bem comigo e até próximo do final do livro eu realmente fui ludibriada, tanto pelos personagens quanto pela própria Larissa Oliveira.

Prometo ser cruel” é um Thriller nacional que vale muito a pena ser conhecido. Com uma gama de personagens detestáveis e perfeitamente humanos, a história consegue enganar com perfeição aquele leitor mais desatento a detalhes. Dotada de um plot pra lá de intricado, no final nos perguntamos porque e como tudo aquilo ocorreu.


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